terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O carro do futuro

Pesquisas no mundo todo apontam para os veículos movidos a hidrogênio como a grande saída para o futuro do transporte. No Brasil, estudiosos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) chegaram a desenvolver um modelo de carro e hoje buscam formas de viabilizar o transporte público com a nova tecnologia.
“O hidrogênio ainda é mais caro que outros combustíveis, mas daqui a 30 anos o petróleo vai estar desaparecendo e a gasolina é que será muito mais cara”, argumenta Cristiano da Silva Pinto, pesquisador do Laboratório de Hidrogênio na Unicamp.
Fora do país, empresas como a Honda e a Chevrolet já lançaram modelos que usam hidrogênio. Eles são vendidos em algumas – ainda poucas – regiões que já têm postos de abastecimento preparados para eles.
Por aqui, o especialista entende que não é possível competir com o trabalho dessas multinacionais, que têm investido muito nos novos carros. Ele, porém, aponta que os ônibus movidos a hidrogênio podem ser uma contribuição brasileira. Já há dois protótipos de coletivos feitos – um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Silva Pinto vê um futuro nesse mercado, uma vez que o Brasil tem a maior fábrica de veículos comerciais da América Latina: a Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP).
O desafio do motor a hidrogênio ainda é a produção do gás. No laboratório da Unicamp, ele é feito a partir de etanol, bagaço de cana ou outras opções pouco poluentes. Mas a produção também pode funcionar a partir do petróleo ou do carvão, com mais poluição.
Especialistas apontam que todas essas tecnologias – elétrico, híbrido e hidrogênio – devem conviver juntas até que uma delas prevaleça. Silva Pinto acredita que o veículo a hidrogênio possa dominar o mercado, mas apenas daqui a dez ou 15 anos, com um provável barateamento da tecnologia. “É realmente um motor para o futuro”, conclui.

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